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Comissão debate a situação de instituições de permanência para idosos durante o coronavírus

Publicada em 07/04/2020


A pandemia do coronavírus assusta toda a população mundial, sobretudo os idosos, parcela mais atingida de forma grave e muitas vezes fatal. Em razão do combate a este inimigo silencioso que tem deixado destruição por onde passa, a Comissão Externa de Ações Preventivas Coronavírus Brasil, da Câmara, realizou, nesta terça-feira (7), reunião técnica para debater a situação das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) durante a pandemia.

A presidente da Comissão de Defesa da Pessoa Idosa (Cidoso), deputada Lídice da Mata (PSB-BA), destacou na reunião a importância do debate. A socialista lembrou que o Brasil tem um grau elevado de desigualdade social com grande parcela de idosos pobres. “Temos um plano nacional de atendimento ao idoso ainda tímido, é necessária uma ação mais ampla de proteção a essa parcela da população”, disse. Para a parlamentar, medidas devem ser tomadas durante a pandemia em relação as Instituições de Longa Permanência para Idosos, como a disponibilidade de testes para os funcionários e para os idosos presentes nela, além da disponibilidade de equipamentos de proteção à saúde para a equipe que trabalha nas ILPIs.

A parlamentar socialista afirmou que o orçamento hoje disponível para o setor beira ao ridículo. “A maior parte das instituições vive de caridade, de doação. É preciso agora organizar estas doações, mas, principalmente, ter no Governo os recursos necessários para estados e municípios para que garantam aos idosos o acolhimento e os cuidados com a saúde. O orçamento precisa chegar a elas para que possam sobreviver”, acrescentou.

O secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Antônio Costa, afirmou que o Congresso pode ajudar o setor alterando, por exemplo, o teto de gastos ou criando medidas para que os recursos de emergência cheguem direto nas instituições, sem necessariamente passar pelas prefeituras. “Hoje temos mais de R$ 100 milhões em doações, mas no nosso orçamento está disponível apenas R$ 3 milhões”, argumentou.

Antônio defendeu na reunião a aplicação de um modelo híbrido dentro das ILPIs, hoje estas entidades são consideradas modelo de assistência, de cunho social. “Temos que ter por parte dos ministérios o entendimento da importância de instalar o modelo híbrido para que equipes multidisciplinares possam atender essas entidades durante a crise, e que perdure depois dela.” O secretário avisou que irão trabalhar para que estes abrigos tenham prioridade na testagem para o novo coranvírus, como sugeriu Lídice.

Para a doutora Yeda Duarte, professora da USP, é essencial que haja, nesse momento, uma parceria entre assistência social e saúde para que se estabeleçam, imediatamente, uma forma de retirar e atender qualquer idoso que esteja com sintomas do coronavírus. “A maioria destas instituições não tem como isolar ninguém. Se nenhuma medida for tomada, a rapidez com que esse vírus se espalha, se chegar às ILPIs teremos óbitos múltiplos. Não é isso que queremos em não é isso que a população idosa merece”, disse.

A coordenadora de Saúde do Idoso do Ministério da Saúde, Elizabete Bonavigo, disse que o ministério recentemente elaborou uma nota técnica enviada a todos os estados com orientações para prevenção em controle e que o texto continha orientações específicas para estas instituições. “É muito importante que os profissionais tenham treinamento necessário para identificação dos primeiros sintomas. É essencial contactar a secretaria de saúde para que a intervenção seja rápida.”

França, Espanha e Itália apresentaram números elevados de mortes em seus abrigos. Para o diretor de Saúde da ILPI filantrópica Casa Ondina Lobo, Rogério Rabelo, estes países, mesmo mais preparados, vivenciaram um desastre. Ele afirmou ter medo de como será no Brasil caso uma medida não seja tomada imediatamente. “As instituições foram criadas para assistência social, uma ajuda nas atividades de vida diárias de idosos. Hoje, geralmente, trabalham com cuidadores, pois não há exigência para ter profissionais de saúde. Os locais não têm condição nenhuma de fazer o isolamento adequado. Temos que pensar como estes idosos serão transferidos para os hospitais de maneira imediata a partir de qualquer sintoma”, reforçou Rogério.

Andrea Leal

com informações PSB na Câmara.

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