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Joice Hasselmann afirma haver uma organização criminosa dentro do Planalto; Lídice classifica informações como gravíssimas

Publicada em 04/12/2019

Foto: Dinho Souto

A relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) das Fake News, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), classificou como gravíssimas as informações apresentadas pela deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) em oitiva no colegiado na quarta-feira (4/12). Joice afirmou haver uma organização criminosa na internet que se organiza dentro do gabinete do Palácio do Planalto, o chamado “gabinete do ódio”.

A parlamentar apresentou prints do suposto grupo deste gabinete no Instagram que demonstram ação orquestrada de postagens com o intuito de destruir reputações, seja por meio de fake news, seja pela criação de memes. A deputada afirmou que os filhos do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), são mentores do grupo coordenado pelos assessores do Planalto, Filipe Martins, Tércio Tomas, José Matheus Sales e Mateus Diniz, constantemente citados na CPMI como responsáveis pelo “gabinete do ódio”.

O grupo define o alvo, coordena o ataque e estimula a publicação em massa. Este é o grupo principal, de acordo com Joice, mas diversos assessores de parlamentares participam dessa milícia digital, além de blogs, perfis falsos nas redes e mais de dois milhões de robôs. “Esta ação possui custo que está sendo feito com dinheiro público. Assessores são contratados para criar e disseminar fake news, além dos robôs, que custam, em média, R$ 20 mil cada. Não estamos falando de trocados, estamos falando de milhões”, afirmou a deputada Joice.

Joice também foi alvo de ataques coordenados na internet após entrar em conflito com parte do PSL. A sua participação ativa na campanha do presidente Bolsonaro e sua defesa em pautas do governo na Câmara não foram levadas em consideração pelo “gabinete do ódio” ao espalhar notícias falsas sobre a parlamentar. De acordo com ela, basta discordar de qualquer coisa deles para que qualquer pessoa seja alvo de ataques. “Criam uma narrativa mentirosa que se espalha com velocidade na internet”, disse.

A deputada mostrou também uma tabela que circula neste grupo do “gabinete do ódio” no Instagram que determina quem será responsável pela criação do meme, frase ou hashtag do dia, além de uma lista com nomes dos próximos alvos. “Perfis em todo o Brasil participam dessa ação coordenada de forma interligada. É importante entender que fake news não é piada, nem liberdade de expressão, é crime”, afirmou.

A relatora Lídice da Mata solicitou que Joice deixe à disposição da CPMI toda a documentação apresentada por ela e também o que considerar que precisa ficar sob sigilo. “As denúncias apresentadas hoje são fortes e graves e, a partir delas, teremos que tomar algumas decisões que serão incorporadas em nossa documentação”, disse a socialista.

Joice foi líder do governo Bolsonaro na Câmara até outubro deste ano. Lídice questionou a deputada se enquanto líder ela teria participado de alguma reunião estratégica sobre as formas de atuação nas redes sociais. A relatora também perguntou se é verdade que Carlos Bolsonaro despachava no gabinete da Presidência.

A deputada inquerida falou que existem rumores de que ele despachava na Presidência, mas que nunca o viu despachando. Joice sugeriu que o colegiado convide o ex-ministro da Secretária-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que tem informações que podem contribuir com o colegiado. “Bebianno acompanhou de perto o modus operandi desse núcleo de comunicação. Ele me informou que Carlos Bolsonaro tentou criar uma “Abin” paralela no governo para investigar pessoas, inclusive com uso de grampos”. Para Lídice, a criação de uma equipe de informação fora do governo é algo absolutamente inconstitucional, ilegal e criminoso e deve ser investigado.

Com informações do Portal da Liderança do PSB na Câmara

Leia também: Joice acusa participação de assessores parlamentares em ataques virtuais

Joice Hasselmann denuncia “milícia” e “gabinete de ódio” na disseminação de fake news

Confira a íntegra do depoimento

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