Skip to main content
Foto: Marcos Oliveira (Agência Senado)

Foto: Marcos Oliveira (Agência Senado)

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) subiu o tom e elevou a temperatura no plenário do Senado nesta quarta-feira (4/2). A parlamentar baiana criticou a condução do processo de escolha dos integrantes da Mesa do Senado e denunciou uma suposta retaliação ao PSB, devido o partido ter lançado uma candidatura alternativa à Presidência da Casa na última eleição que confirmou mais um mandato para o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

 

Em discurso inflamado, Lídice classificou como uma tragédia as articulações que alijaram o PSB da Mesa do Senado.  “Isso significa cassar o partido na proporcionalidade que tem, na medida em que elegeu seis integrantes para esta casa”.

 

Ao lamentar o fato, a senadora baiana afirmou que sua sigla não construiu a história se envergando. Segundo ela, o PSB permanecerá no Senado defendendo suas bandeiras históricas com cargo ou sem cargo. “Eu posso ter todos os defeitos, menos o da covardia. Nós estamos protagonizando uma noite lamentável para a história do Senado Federal. Estamos rompendo princípios éticos”, disse. E completou: “Aqui o jogo é outro, é um vale tudo, onde não é permitida uma ação dissonante, pois a vingança é cruel. Virão essas e virão outras (retaliações)”.

 

A socialista também mostrou um descontentamento com o líder do PT na casa, senador Humberto Costa (PE) e com a postura da sigla. “Ele disse que não ficou constrangido, mas que foi uma decisão política. Portanto, eu é que fico constrangida com essa declaração, porque quando votei em Lula todas as vezes, não votei imaginando o cargo que teria em seu governo  Quando votei em Dilma, na primeira vez, não votei imaginando o cargo que teria lá. Na segunda vez, contrariei uma decisão do meu partido e não votei pensando em cargos que viria a ter, até porque não os tenho”, afirmou.

 

Em seu pronunciamento, ela também garantiu a soberania e independência do PSB no Senado. “Quero dizer ao PT que não será essa posição que vai mudar a postura do PSB sobre governo ou sobre qualquer coisa. Não tomaremos nossas posições baseadas no número de cargos no Congresso Nacional”, finalizou.

 

Assessoria de Imprensa, 04/02/2015