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Durante sessão especial no Plenário, nesta quinta-feira (24), o Senado Federal concedeu pela primeira vez a Comenda Dorina Nowill (1919-2010) a personalidades que contribuíram para a defesa de pessoas com deficiência no Brasil. Foram seis laureadas, além de uma homenagem in memorian à própria Dorina, criadora de uma fundação que leva seu nome e auxilia deficientes visuais, com serviços de reabilitação e edição de livros em braile.

A baiana Maria Luiza Câmera, defensora dos direitos das pessoas com deficiência, foi uma das homenageadas.

A criação do prêmio foi uma iniciativa da senadora Lídice da Mata (PSB-BA),  que presidiu o Conselho da Comenda em 2015, responsável pela escolha das homenageadas: Aracy Lêdo, Maria Luiza Câmera, Rosinha da Adefal, Mara Gabrilli, Loni Mânica e Solange Calmon. Segundo a parlamentar, assim como o Diploma Bertha Lutz e a Comenda Abdias Nascimento, a nova premiação passa a dar visibilidade a segmentos pouco notados ou reconhecidos e às pessoas que trabalham para representá-los, que terão seus feitos distinguidos.

“A Comenda vem dar conhecimento à sociedade do drama, da necessidade de que o Senado e a Câmara, o Congresso Nacional, possam responder ao desafio de inclusão de quase 25% da população brasileira que tem algum tipo de deficiência”, disse Lídice.

Maria Luiza Câmera, ex-membro do Comitê Internacional de Mulheres com Deficiência, recebeu a comenda da senadora Lídice da Mata. Ela fez um discurso emocionado sobre sua história e seu ativismo, que deu visibilidade à causa.

“Somos autoridade em dificuldade”, disse, ao relatar os problemas de acessibilidade para assistir a um show em Brasília, ainda na década de 1980, quando estava em tratamento no Hospital Sarah Kubitschek.

Com informações da Agência Senado