A chamada economia criativa pode ser o caminho mais curto para o Brasil sair da crise. A avaliação foi unânime entre especialistas que participaram no último sábado (16/04) do seminário “FeiraCriativa.com”, em Feira de Santana, a 108 quilômetros da capital baiana, Salvador. O evento foi organizado pelo Instituto Pensar e pela Fundação João Mangabeira e reuniu cerca de 400 pessoas, entre acadêmicos, pesquisadores, especialistas em start ups e estudantes, no Teatro da Câmara de Dirigentes Lojistas da cidade.
O debate sobre o desenvolvimento econômico de Feira de Santana, segundo principal município da Bahia, dotado de grande parque industrial e logístico, também foi objeto de debates. Para Renato Casagrande, ex-governador do Espírito Santo e presidente da Fundação João Mangabeira, pensar a economia criativa é fundamental neste momento em que o Brasil atravessa “uma profunda crise econômica, ética e política”. Segundo ele, é preciso “estabelecer as condições necessárias para um desenvolvimento sustentável do País”. Casagrande enfatizou que o Brasil precisa ser um grande produtor de commodities e aliar esse potencial à economia do conhecimento.
O presidente do Instituto Pensar, Domingos Leonelli, lembra que os empregos gerados na economia criativa são mais baratos, o que pode ser uma solução rápida para o momento do País, que vive uma crise financeira.
Painéis – O debate teve como uma das principais expoentes a doutora em urbanismo pela Universidade de São Paulo (USP) e consultora da ONU, Ana Carla Fonseca, que apresentou um estudo intitulado “Cidades Criativas”, com sua autoria e de outros especialistas de 12 países, que aponta que a primeira marca de uma cidade criativa é a inovação. Ela exemplificou a produção de telhas solares em uma cidade italiana como uma proposta ligada à arquitetura e reiterou que “é preciso engajar o cidadão na proposta de transformação da cidade, porque a economia criativa não é só das cidades, mas, sim, das pessoas”.
Já o vice-reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e mestre em cultura contemporânea, Paulo Miguez, fez um histórico da economia criativa e suas relações com a economia da cultura no século XX.
O seminário Feira Cidade Criativa.com também debateu novos modelos de urbanização social e econômica, trazendo experiências mundiais inovadoras, e contou com a apresentação do case “A história do melhor aplicativo social do mundo -ONU 2013”, pelo especialista Ronaldo Tenório.
Presente ao encontro, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) ressaltou a importância do tema e disse que a economia criativa está presente no planejamento estratégico do PSB, que pretende inclui-lo nos programas de governo dos candidatos que disputarão as eleições municipais em 2016 pelo partido em todo o Brasil.
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Assessoria de Imprensa, 16/04/2016

