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A CPI do Assassinato de Jovens, que funciona há cerca de um ano, adiou a apresentação de seu relatório final. De acordo com a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), presidente da Comissão de Inquérito, a divulgação no momento da chegada do processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff ao Senado dificultaria a mobilização da sociedade civil, de especialistas e dos meios de comunicação para o tema. O prazo para a conclusão dos trabalhos da CPI, que se encerraria no dia 28 deste mês, deve ser prorrogado por 45 dias.

O relator da comissão, Lindbergh Farias (PT-RJ), apresentaria suas conclusões em audiência pública que estava agendada para o próximo dia 26 de abril. O debate serpa remarcado e reunirá parentes de jovens assassinados, ministros, representantes do Ministério Público, jornalistas e pesquisadores.

A CPI ouviu mais de 200 especialistas e convidados em 29 audiências públicas. Uma das preocupações do relator é a ausência de dados qualificados para que seja possível realizar um diagnóstico preciso sobre as diversas nuances das mortes violentas de jovens e propor medidas mais efetivas de enfrentamento do problema.

Com informações da Agência Senado