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Foto: Waldemir Barreto (Agência Senado)

Foto: Waldemir Barreto (Agência Senado)

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) criticou o anúncio de fechamento de agências do Banco do Brasil em todo o País, em especial na Bahia. O Conselho de Administração do banco aprovou um conjunto de medidas que inclui o fechamento de mais de 400 agências no Brasil e incentivo à aposentadorias de servidores. O objetivo, segundo a senadora, é aumentar os lucros. Lídice lembrou que o Banco do Brasil já registra lucro alto todos os anos e que a instituição tem importante papel a cumprir junto ao povo brasileiro e não pode agir como banco privado ou como uma instituição monetária convencional.

A senadora afirmou que, somente no Estado da Bahia, serão 31 agências a menos e que a grande maioria fica em cidades do interior, onde o atendimento já é carente e onde mais se precisa de agências bancárias: “Na Bahia, o governo está propondo retirar agências de lugares que precisam muito de bancos.  Não há porque fazer esse movimento de querer aumentar a lucratividade do banco. Vou lutar para manter essas agências abertas, pois elas contribuem para a economia da Bahia. Sou filha de funcionário do Banco do Brasil e estou assistindo a um ato que meu pai sempre temeu”, lamentou.

Contra a PEC –  No plenário do Senado, a parlamentar também disse que a PEC 55, que propõe a restrição dos gastos públicos pelos próximos 20 anos, equivale, no governo Temer, ao Ato Institucional nº 1. O pronunciamento da parlamentar baiana fez referência à entrevista dada pelo prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, ao jornal Folha de S. Paulo. Para Lídice, a proposta que pretende redefinir o arco de organização da economia brasileira para o novo ciclo da vida nacional é totalmente desnecessária na tentativa de garantir a retomada do crescimento econômico. “Ela rompe com o pacto nacional, definido pela Constituição de 1988 e que garantia a articulação e a organização através dos direitos constitucionais e da construção no Brasil de um estado de bem-estar social”, afirmou.

A senadora baiana disse ainda que não se trata de uma discussão ideológica. “Eu fui uma crítica dos cortes nas áreas sociais propostos pela ex-presidente Dilma. A PEC 55 não é a medida correta para resolver os problemas da economia brasileira. Isso está claro nos jornais e também em artigos dos especialistas. O crescimento do PIB não será de 1,5% a partir da PEC. Vai se restringir a 1% ou menos que isso”, finalizou.

Ensino médio – Em seu discurso, a senadora lamentou ainda que a composição do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do governo, o chamado Conselhão, não conte mais com representantes de entidades como a Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) e a União Nacional dos Estudantes (UNE), entre outras. Lídice também se posicionou contrária à reforma do ensino médio, proposta pelo governo federal. Ela leu a íntegra de carta enviada por alunos do Instituto Federal da Bahia (IFBA) que ocupam nove campi da instituição e pedem apoio dos senadores. Os estudantes estão preocupados com os retrocessos do governo Temer na área educacional.

Assessoria de Imprensa, 21/11/2016