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Foto: Jefferson Ruddy/Agência Senado

Ao lembrar que em 7 de abril comemora-se o Dia do Jornalista, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) lamentou que esses profissionais continuem sendo vítimas de uma violência que se manifesta não somente com agressões físicas, mas com desrespeito às regras de liberdade de expressão e de sigilo da fonte.

O Brasil, segundo a senadora, foi o segundo país onde houve o maior número de assassinatos de jornalistas em 2016, perdendo apenas para o México. De acordo com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, durante a cobertura de manifestações de rua entre maio de 2013 e setembro de 2016, foram mortos 300 jornalistas no Brasil, acrescentou a senadora.

“A violência contra esses profissionais, a independência da mídia, o meio ambiente, a autocensura, o enquadramento legal, a transparência, a infraestrutura e a extorsão são critérios usados pela Organização Independente Repórteres Sem Fronteiras, para determinar o ranking mundial de liberdade de imprensa. Para se ter uma ideia, o Brasil ocupa a posição de número 104, entre 180 países avaliados”, disse a senadora.

Bolsonaro – Sem mencionar o nome do deputado federal Jair Bolsonaro, a senadora Lídice da Mata criticou o conteúdo de palestra proferida por ele, na noite de terça-feira (4/4), no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro. A senadora classificou o conteúdo da palestra como “machista e racista”. Segundo Lídice da Mata, o deputado federal disse ter três filhos e acrescentou que, “num momento de fraqueza”, teve uma mulher. Ele ainda contestou o direito à terra concedido aos indígenas, e fez menção ao peso de um quilombola usando como unidade para medir massa a arroba em vez do quilograma.

“Neste momento, e cada vez mais, agride direitos e princípios que estão na Constituição do Brasil e, portanto, ao fazer isso, comete crime. É preciso barrar esse tipo de posicionamento com o nosso protesto, para que amanhã nós não tenhamos que enfrentar situação de agravamento às liberdades políticas”, disse a parlamentar baiana. Para a senadora, esse tipo de manifestação preconceituosa tem crescido muito no País e ganhou força após a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, político conhecido por suas declarações politicamente incorretas.

Com informações da Agência Senado