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Emenda parlamentar da senadora Lídice da Mata possibilitou a iniciativa da UESB e Juspodium

Representantes de movimentos sociais e associações comunitárias, conselheiros municipais, profissionais dos Centros de Assistência Social (CRAS) e Centros de Referência Especializada em Assistência Social (CREAS), integrantes das corporações das Polícias Civil e Militar e da Guarda Municipal, compõem as duas turmas de 40 alunos do Curso de Mediação de Conflitos Sociais e Direitos Humanos lançado pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) nesta sexta-feira (22/11), nos municípios de Jequié e Vitória da Conquista.

 

 

O projeto é uma realização da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade, em parceria com o Escritório de Advocacia e Assessoria Jurídica Popular (Juspopuli) e contou com recursos de emenda parlamentar destinada pela senadora Lídice da Mata (PSB-BA).

 

 

O primeiro módulo do curso deve ser concluído em janeiro, mas a formação dos agentes públicos para atuar na promoção de cidadania e no estabelecimento de padrões de convivência justos e não violentos será continuada a partir da implantação dos Núcleos de Mediação de Conflitos Sociais e Direitos Humanos em comunidades de Jequié e Vitória da Conquista.

 

 

“Sinto-me honrada com a oportunidade de contribuir com este esforço por uma sociedade mais justa e pacífica”, destacou a senadora, em mensagem encaminhada aos participantes da cerimônia de lançamento do projeto, realizada no Auditório Waly Salomão, no campus de Jequié da UESB.

 

 

Segundo a advogada Vera Leonelli, o objetivo do curso é capacitar agentes sociais em técnicas de mediação como forma de realização de justiça comunitária, enquanto os núcleos funcionarão como instâncias de concretização deste processo. “Trata-se do reconhecimento de que é possível fazer justiça nas comunidades de forma pacífica”, destaca a ativista dos Direitos Humanos e integrante da Comissão Estadual da Verdade.

 

 

Vera também explica que o Juspopoli traz na bagagem a experiência de formação de núcleos de mediação em Salvador e em Feira de Santana e que pretende expandir a prática para outros 11 municípios do semiárido. “A mediação é mais libertadora que a conciliação, à medida que o mediador não propõe um acordo, ele apenas ajuda as partes interessadas a dialogar, promove mais autonomia às pessoas, que se reconhecem capazes e as fortalece para outras lutas”, define.

 

 

 

Assessoria de Imprensa, 22/11/2013

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