Em audiência nesta terça-feira (10/3) com o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), acompanhada do diretor presidente da Associação dos Concessionários Aeroportuários de Salvador (ACAP), Franc Kragl Neto, cobrou maior celeridade no andamento das obras, ainda atrasadas, do aeroporto da capital baiana, e também pediu que fossem priorizados aspectos da reforma que estão prejudicando os pequenos empresários e os usuários.
Esta não é a primeira vez que a parlamentar se reúne com a Infraero para falar sobre o atraso das obras e questões relacionadas aos concessionários. Em outubro de 2013, a senadora já havia alertado para o prejuízo que as obras atrasadas estavam acarretando para comerciantes e usuários, antes mesmo da realização da Copa do Mundo de Futebol. No ano passado, outros contatos foram feitos com a Infraero durante audiências públicas propostas pela senadora e realizadas no Senado. “Agora está chegando o momento das Olimpíadas e ainda estamos pagando o preço dos atrasos, de Carnaval a Carnaval, um dos grandes momentos turísticos da Bahia”, desabafou Lídice ao lembrar que o Aeroporto de Salvador é uma das principais portas de entrada de turistas do Nordeste e que agora já se aproximam os preparativos para a Semana Santa e os festejos de São João sem que a reforma tenha sido concluída.
O presidente da Infraero lamentou que os atrasos ainda estivessem ocorrendo e seus diretores esclareceram que já foi firmado termo aditivo. A Infraero também alegou que aguarda a liberação de recursos do Orçamento da União deste ano. A previsão, segundo a empresa, é de pelo menos mais oito meses para que estejam concluídos itens como a duplicação das ilhas e guichês de atendimento, balcão de check-in, elevadores e escadas rolantes, entre outros.
Outra motivação que levou a parlamentar a solicitar a audiência com a Infraero é que o atraso na reforma está atrapalhando as atividades dos concessionários de pontos comerciais no Aeroporto. Lídice sugeriu uma reunião entre a Infraero, lojistas e ACAP, para esclarecer os motivos do atraso e negociar um cronograma de finalização que priorize aspectos que não penalizem ainda mais os comerciários. “Pedimos celeridade nas obras e também que o impacto para os comerciantes seja o menor possível, tanto os que estão localizados no Aeroporto, como os pequenos estabelecimentos em seu entorno, a maior parte de microempresários. Todo esse processo penaliza também os usuários. Não é possível que um turista chegue a Salvador e no primeiro lugar de desembarque, o aeroporto, não tenha como provar uma água de coco ou um acarajé”, disse Lídice.
O presidente da ACAP, Franc Kragl Neto, lembrou que entre as prioridades dos comerciários estão as estruturas para funcionamento dos quiosques das lojas e sistema de exaustão, entre outros itens. Outro ponto levantado durante o encontro, e também uma demanda reincidente dos comerciários, diz respeito à alteração do sistema de fornecimento e faturamento de energia elétrica, que impacta os custos dos contratos em vigor. Os comerciários alegam que, face à atual crise hídrica e o já considerável aumento do custo de energia elétrica em todo o País, é preciso rever as condições para que o comércio não seja mais impactado, elevando os custos, no final, para os próprios usuários/clientes”. Sobre este item da pauta, a Infraero reiterou que, mais uma vez, irá verificar as condições contratuais junto à Coelba – Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia.
Da audiência com o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, além de Lídice da Mata e Franc Kragl, da ACAP, participaram ainda, pela Infraero, o diretor de Engenharia e Meio Ambiente, Adilson Teixeira Lima; e o diretor Comercial, André Luis Marques de Barros, além do secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, do Ministério do Turismo, Neusvaldo Ferreira Lima.
Assessoria de Imprensa, 10/03/2015

