O Dia Internacional da Mulher, que acontece na próxima quarta-feira, 8 de março, será comemorado em Salvador com a passeata “Mulheres em luta, nada a Temer.” A marcha pretende mobilizar as pessoas para irem às ruas, alertando a população sobre a violência de gênero, machismo, políticas e ações misóginas, lesbofóbicas, transfóbicas, xenofóbicas e racistas, além de outros temas que estão na ordem do dia como a Lei Antibaixaria, direitos sexuais, sociais e trabalhistas, creches gratuitas, patriarcalismo, sexismo e pensão alimentícia.
A passeata que integra a mobilização nacional do Dia Internacional da Mulher está prevista para acontecer a partir das 13 horas, com concentração na Praça da Piedade e contará com ocupações e intervenções artísticas.
Números mostram o tamanho dos problemas enfrentados pelas mulheres
Violência contra a Mulher: Do total de atendimentos realizados pelo Ligue 180 – a Central de Atendimento à Mulher – no ano de 2016, dos relatos de violência contra a mulher, 51% corresponderam às violências, sendo violência física 31%; psicológica 7%; moral 5%; sexual 5%; e cárcere privado 5%; entre outros. A Bahia registrou mais de 10 mil casos até meados de 2016.
Igualdade de oportunidades: Estudo realizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) mostra que homens ganham mais que as mulheres em todas as faixas de idade, tipos de emprego e/ou empresa e níveis de instrução. No Brasil, o resultado foi ainda mais alarmante: homens ganham aproximadamente 30% a mais que as mulheres da mesma idade e nível de instrução.
Xô baixaria: Mesmo com a Lei 12.573/2012, popularmente conhecida como Lei Antibaixaria, da deputada Luiza Maia, ainda falta fiscalização mais rígida e punição efetiva para artistas e bandas que descumprem a lei.
Mulheres, negras e mães solteiras: Segundo pesquisa do Data Popular de 2015, de 67 milhões de mães, 31% são solteiras, 46% trabalham, 60% recebem apenas um salário mínimo e 23% trabalham como doméstica.
A hipocrisia do aborto: A cada cinco mulheres aos 40 anos, uma já fez, no mínimo, um aborto. Isso representa 4,7 milhões de mulheres. A cada minuto, uma mulher faz aborto no Brasil. Mulheres nordestinas, negras, indígenas, pobres e com baixa escolaridade representam o maior número dos casos. É o que revela a Pesquisa Nacional do Aborto realizada em 2016.
Serviço
O quê: Marcha das Mulheres
Quando: 8/3, a partir das 13 horas
Onde: Concentração na Praça da Piedade

