Com o lema “Nenhum direito a menos #Eu paro”, senadoras e servidoras do Senado se reuniram num ato na manhã de quarta-feira (8/3), data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher em mais de 60 países. No Brasil, em diversos estados as mulheres se organizaram para fazer um dia de greve e protestar contra a reforma da Previdência, a violência, o preconceito e a cultura machista. A Marcha das Mulheres teve, também, o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a necessidade de se preservar e ampliar os direitos das mulheres.
Participaram do ato, no Senado, as senadoras Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Regina Sousa (PT-PI), Fátima Bezerra (PT-RN) e Ângela Portela (PT-RR), que discursaram contra a reforma da Previdência. Segundo elas, esta proposta enviada ao Congresso Nacional pelo governo de Michel Temer irá prejudicar mais as mulheres e, principalmente, as professoras e as trabalhadoras do campo.
Lídice da Mata afirmou que o momento atual, com a votação de propostas retrógradas para mulheres, trabalhadores e os direitos humanos, requer atenção e resistência das mulheres contra “a tentativa de acabar com os direitos conquistados desde a Constituição de 1988”. Já a senadora Angela Portela, falou da importância da participação de senadoras e servidoras: “Eu paro. Eu paro contra a violência contra a mulher. Eu paro contra o feminicídio. Eu paro contra a reforma da Previdência. Eu paro contra o machismo. Eu paro contra tudo o que representa desleixo com a mulher brasileira”, disse.
A senadora Vanessa Grazziotin, que é procuradora da Mulher no Senado, afirmou que todos os brasileiros devem se envergonhar de achar normal um Parlamento que tem apenas 10% das mulheres em suas cadeiras: “Nós convivemos como se fosse normal um Parlamento em que só 10% das cadeiras são ocupadas por mulheres. E isso não é normal. Nós há muito tempo estamos falando. Eles não estão ouvindo, então nós vamos começar a gritar e a apitar!”, disse Vanessa.
Pauta legislativa – Para Fátima Bezerra, o Dia Internacional da Mulher é um dia em que as mulheres protestam contra a afronta aos seus direitos, mas que em 2017 é especial pela pauta legislativa no Brasil. “Este ano tem um caráter especial pelo quanto a cidadania das mulheres está ameaçada em função da agenda de retirada de direitos da reforma da Previdência”, disse a senadora. Já Gleisi Hoffmann disse que, neste ano, as mulheres estão conjugando muitas lutas, como o enfrentamento à violência contra a mulher, melhores condições de trabalho e melhores salários, além da reforma da Previdência.
Para a senadora Regina, que enfatizu a questão da violência, “as mulheres não podem ter vergonha de denunciar, porque o feminicídio é anunciado: “Ele começa com um bate-boca. Depois vem um empurrão. Aí a violência vai aumentando até chegar ao feminicídio. Então, é preciso que a gente tenha esse cuidado: que no primeiro sintoma as mulheres denunciem, porque não tem que ter vergonha de denunciar. Quem tem que ter vergonha é quem pratica a violência”.
Com informações da Agência Senado
Confira abaixo vídeos das manifestações com a participação da senadora Lídice da Mata.

