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Plenário do Congresso Plenário do Congresso

Plenário do Congresso Plenário do Congresso

O centenário de nascimento do ex-governador de Pernambuco e ex-presidente do PSB, Miguel Arraes, foi celebrado em sessão solene conjunta do Congresso Nacional na tarde de 13 de dezembro, no Plenário da Câmara dos Deputados. “Pai Arraia”, como era chamado pelo povo, completaria 100 anos em 15 de dezembro. A memória do socialista, sua história de vida e sua trajetória política foram lembradas por líderes do PSB, familiares de Arraes e parlamentares de diversos partidos, como PCdoB, PPS, PT, PMDB, PSC, Pros, PRB e PSol, além do próprio PSB.

Participaram da sessão solene o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira; o vice-presidente institucional do PSB, Beto Albuquerque; o presidente da Fundação João Mangabeira, Renato Casagrande; os líderes do PSB na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, respectivamente Tadeu Alencar (PE) e Antônio Carlos Valadares (SE); os governadores de Pernambuco, Paulo Câmara, e do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg; o prefeito do Recife, Geraldo Julio; e a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) e filha do homenageado, Ana Arraes. Outros parlamentares, líderes dos movimentos sociais e filiados ao PSB também estiveram presentes.

Autora da homenagem pelo Senado, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) apontou os pilares do pensamento de Arraes e que ainda hoje são seguidos pelo partido. A socialista também destacou o caráter internacionalista do líder político: “Arraes era um sertanejo do mundo, desenvolveu solidariedade internacionalista a todos os povos, inclusive no período do exílio. Ele e sua família são conhecidos de toda a resistência democrática na Europa, e de volta ao Brasil, se associou imediatamente à consolidação da ideia de reconstruir o Brasil com novos ideias, num Brasil que saia da ditadura”. Lídice propôs a homenagem junto com o deputado Tadeu Alencar, pela Câmara dos Deputados.

O líder da bancada socialista na Câmara, o deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE), ressaltou que grandes líderes, como Arraes, fazem falta em momentos como os atuais, marcados por uma intensa crise política. “É neste momento difícil da vida brasileira que se fazem importantes pessoas com o pensamento de Miguel Arraes, que foi exilado, depois de ter sido prefeito e se escandalizado por não haver escola em Recife em 1960, quando o Brasil vivia momentos de um grande dinamismo econômico que não era distribuído para o povo”, destacou Alencar.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, ressaltou que a generosidade e o amor pela humanidade distinguiam Miguel Arraes, como ser humano e governante. “Miguel Arraes foi um homem generoso. É preciso somar a essa virtude o fato de ter sido absolutamente fiel, em primeiro lugar, a sua própria indignação com a injustiça representada pela miséria. Foi fiel também ao povo, do qual foi um servidor incansável. Não fez política, portanto, para si. Ao contrário, fez da política uma forma de entregar especialmente às pessoas simples a riqueza de sua generosidade, seu excesso de vida, se assim me permitem dizer”. Siqueira lembrou, ainda, que a preocupação de Arraes com as causas populares foram fruto da indignação do líder político com as injustiças sociais: “Foi por isso que ele se ocupou das coisas simples e materiais, como água potável, esgoto sanitário, iluminação pública, eletrificação rural, melhoria nas relações de trabalho, no famoso acordo do campo, na saúde, na educação, na documentação da população”.

O presidente da Fundação João Mangabeira, Renato Casagrande, destacou que boa parte de sua vida política foi influenciada pelos ideais de Miguel Arraes. Para o ex-governador do Espírito Santo, entre os legados deixados por Arraes está a responsabilidade fiscal. Um tema vivo na atual conjuntura nacional. “Socialismo não combina com irresponsabilidade na área fiscal, com populismo”, disse. “Foi essa referência que o Dr. Arraes nos deu, de que ajuste fiscal não é o objetivo final de um gestor, não é o fim em si mesmo. O ajuste fiscal é um instrumento para fazer justiça, para melhorar a vida das pessoas. A política não tem razão de existir se não for para melhorar a vida das pessoas. A política só existe para melhorar a vida de quem precisa mais na administração pública”, completou Casagrande.

Em nome da família, falou o filho primogênito de Miguel Arraes, José Almino. Ele lembrou a trajetória de vida pessoal e política do pai e afirmou que Arraes não era de esquerda nem de direita na sua geração de politicamente ativos, mas que a pobreza do povo o fazia lutar pelo que acreditava. “Meu pai nunca foi nem uma coisa, nem outra. Com o risco de chocar, eu diria que ele nunca afagou utopia, não entretinha o sonho de sociedades ideais. Movia-o, no início, o estado de miséria de sua região e a precariedade de uma nação ainda informe, mal conduzida por um Estado ausente dos grandes problemas do povo. Cedo adquiriu firmeza de valores e de propósito, mas desconfiava das certezas proclamadas. Era um realista”, definiu.

Fotos: Geraldo Magela (Agência Senado)

Com informações da Assessoria de Comunicação do PSB-Nacional (14/12/2016)

Leia matéria completa no Portal do PSB Nacional.

E mais:

Ouça pela  Rádio Senado:  Sessão solene comemora os 100 anos de nascimento de Miguel Arraes

Artigo da Senadora Lídice da Mata no site Congresso em Foco: Miguel Arraes – 100 Anos