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Congresso lembra olhar crítico de Jorge Amado

Publicada em 26/07/2014

A riqueza da obra literária de Jorge Amado (1912–2001), a proximidade de seus personagens com a alma do brasileiro, as ideias libertárias e o olhar crítico à realidade política e social foram destacados nas homenagens a ele prestadas ontem (6/8), em sessão solene do Congresso realizada para celebrar o centenário de seu nascimento. Ele nasceu em 10 de agosto, em Itabuna (BA). “Jorge Amado é a mais forte presença de escritor na vida brasileira, não só por sua obra literária inigualável, mas por sua capacidade de agir para construir o bem”, afirmou o presidente do Senado, José Sarney, que presidiu a sessão.

Participaram senadores, deputados, representantes do governo federal e o governador da Bahia, Jaques Wagner. Pela família do escritor, participaram o filho João Jorge Amado e o neto Bruno Amado. A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) disse que a Bahia perdeu “seu maior escritor, aquele que mais a conhecia e amava”. Ela afirmou que o escritor refletiu em sua obra tudo o que sua sensibilidade lhe permitiu captar. Na infância, a dura vida dos trabalhadores nas fazendas de cacau, a arrogância dos coronéis, a violência dos jagunços e a guerra pelo poder. Jovem adulto, em Salvador, encontrou uma realidade que pôs em seus romances pais de santo, crianças de rua, prostitutas. “A Bahia que Jorge ajudou a construir no imaginário nacional e internacional foi essa gente marginalizada, a quem ele deu vez e voz em sua obra”, afirmou Lídice.

Na visão do senador Walter Pinheiro (PT-BA), Jorge Amado usou a literatura para promover uma reflexão sobre os temas sociais e raciais. Na homenagem, foi constante a referência à atuação política do escritor, eleito deputado federal em 1945, pelo Partido Comunista. Ele propôs a lei — ainda vigente — que assegura a liberdade de culto religioso.

A sessão foi marcada também por manifestações sobre a criação da Casa do Rio Vermelho, um memorial para guardar os objetos de Jorge Amado e Zélia Gattai (1916–2008), na residência em que o casal viveu, em Salvador. A ideia é tombar o imóvel e transformá-lo em centro de visitação.

Pelo Senado, a iniciativa da homenagem foi de Sarney e Lídice. Assinaram o pedido Pinheiro e João Durval (PDT-BA). Outro requerimento, pelo Congresso, foi proposto pelo senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e pelo deputado Roberto Freire (PPS-SP).

Jornal do Senado

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