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A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) foi à tribuna nesta sexta-feira (5/7) para protestar contra a rejeição, pelo Plenário, da indicação de Vladimir Barros Aras para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Em sua opinião, uma minoria no Senado deixou-se levar “pelo sentimento de vingança e mesquinharia” para derrotar um homem probo, que teve o nome indicado e confirmado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). “Tenho recebido inúmeros e-mails da Bahia, buscando o porquê da rejeição do professor Vladimir. Além de respeitado no meio jurídico baiano, ele é também querido pela sua capacidade de liderança e agregação, além de muito respeitado pelos alunos”, afirmou Lídice.

O procurador da República recebeu 38 votos favoráveis – seriam necessários 41 para a sua aprovação – e 17 contrários. No fim do processo de votação, alguns senadores pediram que seus votos favoráveis fossem computados, mas o pedido foi negado pelo presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) sob a alegação de que o resultado já havia sido anunciado e ele não poderia colher mais votos.

Voto aberto – Para Lídice da Mata, a Bahia está se sentindo ofendida com a posição tomada pelo Senado, sem justificativa. Ela destacou que Vladimir Aras foi escolhido por quase 500 procuradores da República numa lista tríplice para concorrer ao cargo e informou que vai apresentar um recurso à Mesa da Casa para rever a decisão, visto que, no passado, o Senado já reverteu votações similares. Na opinião da senadora, o episódio demonstra, mais uma vez, a necessidade da adoção do voto aberto no Parlamento brasileiro.

Em aparte, a senadora Ana Amélia (PP-RS) concordou com a colega: “Se o voto não fosse secreto, isso não teria acontecido”, afirmou a senadora do Rio Grande do Sul.

Agência Senado

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