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O político e guerrilheiro Carlos Marighela, fundador da  Ação Libertadora Nacional (ALN) e considerado “inimigo público número um” pelo regime militar, será homenageado pelo Senado em sessão especial marcada para as 11 horas desta segunda-feira (8/7). A proposta da sessão tem autoria dos senadores João Capiberibe (SP), Lídice da Mata (BA), Rodrigo Rollemberg (DF) e Antonio Carlos Valadares (SE), todos do PSB; José Sarney (PMDB-AP), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Inácio Arruda (PCdoB-CE).

 

Nascido em Salvador, em 5 de dezembro de 1911, Marighela foi militante do Partido Comunista Brasileiro desde a década de 1930 e desde 1932 esteve várias vezes na prisão, sempre por defender as causas em que acreditava em momento político hostil a elas.

 

Em 1945 foi eleito deputado constituinte e atuou em defesa das aspirações operárias, denunciando as condições de vida do povo brasileiro. Com o mandato cassado pela repressão que o governo de Eurico Gaspar Dutra desencadeou contra os comunistas, Marighella foi obrigado a retornar à clandestinidade em 1948, condição em que permaneceria por mais de duas décadas, até seu assassinato, em 1969.

 

Em 1966 desligou-se do PCB, manifestando a disposição de lutar revolucionariamente junto às massas, em vez de ficar à espera das regras do jogo político convencional que, segundo entendia, imperava na liderança do partido. Quando já não havia outra solução, conforme suas próprias palavras, fundou a ALN para pegar em armas contra a ditadura.

 

Marighela morreu na noite de 4 de novembro de 1969, em uma emboscada na capital paulista feita por agentes do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) sob a chefia do delegado Sérgio Paranhos Fleury.

 

Com informações da Agência Senado

 

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