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A senadora Lídice da Mata cobrou nesta quarta-feira (13), em Brasília, medidas que atenuem os efeitos causados pela seca no Oeste Baiano. Em pronunciamento no Senado, a parlamentar classificou a situação como grave e que pode colocar em risco a produção de grãos como soja, milho e algodão. “Estive, há algum tempo atrás, com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, que também se preocupava com essa questão e que indicava caminhos para que pudéssemos fazer com que os municípios decretassem Situação de Emergência, propiciando aos produtores os benefícios que, neste momento, podem ter para diminuir os efeitos nefastos da seca. Por isso, tenho a necessidade de aqui colocar que nossa produção de soja e nossa produção de milho estão bastante ameaçadas”, disse.

De acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), as fortes chuvas que caíram na região Oeste da Bahia em janeiro, seguida de uma estiagem nos meses de fevereiro e março deste ano causaram um desequilíbrio significativo nas lavouras de soja, milho e algodão na região. O cenário, entretanto, não é uniforme para todos os produtores, já que, além da falta de chuva, as tecnologias utilizadas no campo também são fatores determinantes para a produtividade.

De acordo com o 4º levantamento para a safra 2015-16, realizado pelo Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) – formado por representantes de associações de produtores, sindicatos, multinacionais, instituições financeiras e órgãos governamentais –, a estimativa é que a região colha, em média, 35 sacas de soja por hectare plantado (sc/ha), o que representa uma quebra de safra de 37,5% se comparada à produtividade normal que é de 56 sc/ha, de uma área total de pouco mais de 1,5 milhão de hectares.

Visita à região –  A senadora Lídice da Mata esteve, no início de abril, em Barreiras, Luiz Eduardo Magalhães e Santa Maria da Vitória. Na oportunidade, participou do lançamento do curso de Arquitetura e Urbanismo do Instituto Federal de Educação, em Barreiras. “Foi, para mim, um momento de muita alegria, em que pude participar do lançamento desse curso. É o segundo curso de Arquitetura e Urbanismo do Estado da Bahia. O primeiro e único, até então, era o da Universidade Federal da Bahia, em Salvador. Portanto, é um passo extremamente importante que dá o Ifba da cidade de Barreiras, neste momento, levando para o oeste baiano um curso que impactará, sem dúvida, não apenas a formação educacional e profissional dos novos arquitetos, mas, principalmente, a possibilidade de integração desses novos profissionais ao planejamento e ao desenvolvimento daquelas cidades”, disse.

Lídice afirmou ainda que já há uma programação de retorno àquela região, onde planeja se encontrar com a reitora da Universidade Federal do Oeste da Bahia, com a diretora da Uneb, e com diretora do IFBA para discutir os desafios educacionais que essas instituições têm na região.