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Embaladas pelos acenos vindos das sacadas e das calçadas, abraços de populares, aplausos da multidão e gritos de guerra da militância, as candidatas ao governo do Estado, Lídice da Mata, e ao Senado, Eliana Calmon, marcharam juntas no Cortejo do 2 de Julho, na quarta-feira (2/7), pelas ruas do Centro Histórico de Salvador. “Estamos nos sentindo como uma seleção que está se preparando para entrar em campo. Estamos no aquecimento para entrar em campo e buscar a vitória”, preconizou a senadora, ainda na largada do desfile, na Lapinha.

 

O cortejo socialista foi abrilhantado pela presença do presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, candidato à Presidência da República. Segundo Lídice, a presença do ex-governador pernambucano mostra que ele reconhece no 2 de Julho a importância na formação da identidade nacional e tem compromisso com a independência, a soberania e com a liberdade do povo brasileiro.

 

“O Brasil tem de ser devolvido aos brasileiros. É possível governar sem fisiologismo, sem entrega de pedaços do País a setores atrasados da vida publica, da mesma forma que foi possível acabar com a ditadura e com a inflação. Nós vamos provar que é possível fazer política com ética, no Brasil e na Bahia”, destacou Campos.

 

O neto de Miguel Arraes posou para fotos acenando com os dedos indicador e polegar a letra “L” de Lídice. Foi a senha para que simpatizantes da candidatura socialista ao governo do Estado da Bahia saudassem da mesma forma a passagem do cortejo. “Está aí uma mulher honesta”, gritava em meio à multidão, apontando para a senadora o motorista de ônibus Joceval Bispo de Almeida, 42 anos. “Quando prefeita, Lídice teve de lutar contra o governo do Estado e fez uma administração que deu prioridade ao social”, acrescentou, lembrando um dos episódios mais marcantes da história do cortejo, que foi a discussão da então prefeita de Salvador com o ex-governador Antonio Carlos Magalhães, quando ele tentava furar a fila e passar à frente de Lídice com sua comitiva.

 

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“Lídice tem uma bonita história como prefeita e como parlamentar. Tenho uma admiração profunda pelo trabalho que ela fez e continua fazendo pela Bahia”, declarou a pedagoga Anália Novais Brasil, 42, após tirar fotos ao lado da senadora com um grupo de amigas.

 

O funcionário público Sergio Cordeiro, 29, diz que acompanha a trajetória de Lídice desde que atuava no grêmio estudantil de sua escola, no ensino médio. “Foi a primeira prefeita e será a primeira governadora do Estado da Bahia”, completou o sociólogo Josenildo Souza Santos, 40.

 

Para o designer gráfico Raimundo Souza Santos, 57, mais conhecido como Mundão, Lídice tem uma vida pública ilibada e todos os predicados para ser governadora da Bahia. “Sua história política a credencia a disputar qualquer cargo público na Bahia e no Brasil”.

 

Na foto, os amigos Sergio Cordeiro e Josenildo Santos fazem o “L” de Lídice.

Na foto, os amigos Sergio Cordeiro e Josenildo Santos fazem o “L” de Lídice.

Lídice agradeceu o carinho da população e a garra dos militantes, que a acompanharam pelo percurso desde às 8 até às 13 horas, e lembrou a importância da participação popular na festa da data magna da Bahia.

 

“É o momento da confraternização da Bahia com o seu ideário. O 2 de Julho não foi uma luta só dos baianos, mas do povo brasileiro, pois o exército dos periquitos lutou com a presença de mineiros, sergipanos, pernambucanos e alagoanos, sob a liderança do povo baiano. Nós assumimos nosso papel de liderança política do Nordeste, de um povo que deu seu sangue pela liberdade e independência do Brasil”, resumiu a senadora.

 

Assessoria de imprensa (02/07/2014)

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