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A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) ressaltou, em plenário, a realização da primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, que o Brasil tem a honra de ser o primeiro país a sediar e que reunirá, de 23 de outubro a 1º de novembro, em Palmas, no Estado do Tocantins, mais de dois mil atletas de 30 países e 24 etnias. O lema dos Jogos é “Agora Somos Todos Indígenas”. Segundo Lídice, além de ser um encontro de grande importância para os indígenas, os jogos são uma preparação para as Olimpíadas e Paralimpíadas, no Rio de Janeiro, em agosto e setembro de 2016. Os Jogos Mundiais Indígenas contam com participantes das Américas e também da Austrália, Nova Zelândia, Congo, Etiópia, Mongólia, Japão, Noruega, Rússia, China e Filipinas, entre outros.

Antes dos jogos propriamente ditos, todas as etnias brasileiras e estrangeiras participaram de uma excursão pelos pontos turísticos de Palmas, como forma de ambientação, socialização e integração dos participantes com a comunidade local. Boa parte do evento é formada por esportes indígenas, que se dividem em jogos tradicionais demonstrativos – como tiro com arco e flecha e arremesso de lança –, e jogos nativos de integração, como a corrida rústica e o cabo de força. Outra parte é formada por esportes ocidentais competitivos, que também têm a característica de unificação das etnias e povos indígenas.  Em paralelo às atividades esportivas, serão realizadas atividades culturais, lideradas pelos povos indígenas de todo o mundo para celebrar a diversidade, a cultura nativa e as tradições do Tocantins, do Brasil e do mundo.

A senadora Lídice da Mata lembrou que promoveu, em agosto, uma audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado para debater os Jogos Mundiais Indígenas. Naquela ocasião, o presidente da Comissão, senador Romário (PSB-RJ), elogiou a iniciativa do evento como forma de inclusão e lembrou a importância dos Jogos como promotor da cultura e das pautas indígenas neste ano pré-olímpico, já que em 2016 o Brasil será palco das Olimpíadas e Paraolimpíadas. Também a senadora Ângela Portela lembrou que os Jogos Mundiais Indígenas servem para dar maior visibilidade e sensibilizar a sociedade para a pauta de luta dos povos indígenas em todo o mundo. Por sua vez, o senador Donizeti Nogueira, que é do Tocantins, registrou que os jogos ajudarão a promover Palmas como destino de qualidade para o turismo de eventos e de aventura e lembrou que o evento deixará vários legados para a comunidade local e também para a imagem do Estado.

Segundo o Mapa Indígena da FUNAI, no Brasil são 517 mil indígenas morando em terras indígenas oficialmente reconhecidas, de uma população formada por 896 mil pessoas que se declaravam indígenas no Censo Demográfico de 2010. Somente no Tocantins, Estado que sedia os Jogos, há uma população estimada de mais de 14 mil indígenas e, na Bahia, são mais de 60 mil, ainda segundo a FUNAI. “Quero desejar sucesso aos participantes do evento, felicitar os organizadores e voluntários, Prefeitura de Palmas e Secretaria Extraordinária criada para organizar e receber os Jogos, além do Governo do Estado de Tocantins. Tenho certeza que os olhares do mundo estarão voltados para o Brasil, por um motivo que nos orgulha e que nos remete às nossas origens: a divulgação da cultura, das tradições e do esporte indígena”, disse a senadora.

Assessoria de Imprensa (21/10/2015)

Confira a íntegra do pronunciamento!