A Copa do Mundo de Futebol é o tema da mais nova edição da revista Em Discussão!, publicada pela Coordenação Jornal do Senado, da Secretaria de Comunicação Social (Secom). Ao longo de 56 páginas, a revista mostra os preparativos para o Mundial, explica o papel do Congresso Nacional no processo e enumera os legados que a competição deixará para o País. A publicação foi lançada na quarta-feira (23/04), com a participação da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), uma das entrevistadas da edição.
O Mundial, que será disputado entre junho e julho, traz duas oportunidades para os brasileiros. A primeira é a chance de se tornarem campeões mundiais jogando dentro de casa. A segunda está fora dos gramados. Para atender a exigência feita pela Fifa de que a Copa ocorra sem percalços, o Brasil se viu obrigado a modernizar a infraestrutura nacional. Os aeroportos estavam à beira do colapso, em razão do imenso crescimento do número de passageiros. Como as 12 cidades da Copa estão muito distantes umas das outras, seleções e torcedores terão de se deslocar de avião, aumentando o risco de falhas e atrasos. Por causa disso, o governo decidiu que os principais aeroportos seriam ampliados. O de Brasília, por exemplo, terá a capacidade anual aumentada de 15,4 milhões de passageiros para 21 milhões. Ainda assim, em algumas localidades as obras estão atrasadas.
Estádios – As vias urbanas e as redes de transporte público também ganharam prioridade. A ideia é que os torcedores não percam jogos ou voos por terem ficado presos em engarrafamentos. O Rio está prestes a inaugurar um corredor exclusivo para ônibus, com 40 quilômetros, interligando o aeroporto internacional e a Barra. A via deverá reduzir o tempo de viagem em 60%.
Os estádios tiveram de ser reformados. Outros foram implodidos e reconstruídos do zero. Quando a Fifa anunciou a escolha do Brasil, em 2007, nenhuma das 12 cidades tinha campo capaz de atender ao padrão exigido pela entidade máxima do futebol mundial. O evento exigiu investimentos pesados em hotéis, portos, segurança, telecomunicações, energia elétrica e profissionalização do turismo. Obras que seriam feitas num futuro longínquo acabaram adiantadas. É o que tem sido chamado de legado da Copa. “A Copa trouxe a oportunidade de antecipar e acelerar obras de melhoria nas cidades. Algumas, já planejadas e até incluídas no PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, como as de mobilidade, seriam feitas com ou sem Copa. Mais que servir ao torneio, elas servem à população”, disse o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, à revista Em Discussão!.
O grosso das ações está nas mãos do Ministério do Esporte, mas o Congresso também tem responsabilidades. De um lado, os senadores e deputados aprovaram uma série de leis sem as quais não haveria Mundial, como a Lei Geral da Copa e as regras do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC).
De outro lado, os parlamentares fizeram um périplo pelas cidades-sede para passar um pente-fino no ritmo e na qualidade das obras dos estádios. No trabalho de fiscalização, contaram com as auditorias feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Em uma série de audiências públicas sobre o Mundial, eles ouviram autoridades e especialistas.
Transparência – No Senado, os colegiados que mais se envolveram foram as Comissões de Desenvolvimento Regional e Turismo (que criou a Subcomissão Temporária da Copa 2014, que foi presidida pela senadora Lídice da Mata no ano passado); de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (que formou a Subcomissão de Acompanhamento da Copa e das Olimpíadas); e de Educação, Cultura e Esporte.
A fiscalização do Congresso é imprescindível porque os preparativos da Copa movimentam investimentos bilionários. A maior parte desse dinheiro está saindo dos cofres públicos (veja quadro). Além disso, para beneficiar a Copa, o governo decidiu não cobrar uma série de tributos das empresas e entidades envolvidas nos preparativos.
Para dar mais transparência, Senado, Câmara e TCU se uniram para criar o site Copa Transparente, com informações detalhadas sobre cada projeto do Mundial. Nem tudo, porém, está saindo conforme o previsto. Algumas obras atrasaram e estouraram o orçamento. Outras não ficarão prontas a tempo. Hoje, às vésperas do Mundial, os projetos mais importantes estão bem encaminhados, garante o governo.
A pedido da revista Em Discussão!, o DataSenado fez uma pesquisa nacional de opinião que mostra a população dividida entre o orgulho e a rejeição de sediar o evento e sobre seu legado para o País. Foram ouvidas, em fevereiro, 809 pessoas de todos os estados. A revista Em Discussão! está disponível na versão on-line, no site do Senado, e na versão impressa, que pode ser comprada na Livraria do Senado — o valor, R$ 10, cobre as despesas de impressão e envio postal. Leia a versão on-line da revista Em Discussão!
Fonte: Jornal do Senado, com Assessoria de Imprensa
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